sábado, 8 de março de 2014

Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada.”
(O Menino do Pijama Listrado)   




Muitas pessoas amigas ficam preocupadas quando falo normalmente sobre o câncer que está alojado em minha garganta. A principio, não, desta segunda vez, chorei, me angustiei, quis morrer por inanição.Sentia pena de mim mesma, mal amada, órfã desamparada e vários pensamentos negativos.Só que eu ainda tinha alguns bons amigos que me sacudiram e me ajudaram a levantar.Eu tenho que seguir em frente, viver a vida da maneira que se apresenta, e se eu conseguir despertar as pessoas para se conhecerem melhor, se tocarem e conhecer o seu corpo vai ser muito bom.Se eu puder ajudar dando alguma informação sobre tratamentos, chás e mezinhas, excelente.É para isso que estou aqui: ajudem-me a ajudar.

Tireoide

  



Ela é pequena e seu formato lembra o de uma borboleta. mas, não se engane, o tamanho desta glândula é desproporcional à sua importância

Com forma bem parecida com a de uma borboleta, a glândula tireoide é localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo do Pomo de Adão. Reguladora da função de importantes órgãos como o coração, o cérebro, o fígado e os rins, ela produz os hormônios T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina

A tireoide atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.
Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.

No caso de hipertireoidismo, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.

Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.

Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são de simples de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio.

O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.

Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.

Fique atenta para não confundir os sintomas do hipotireoidismo com o de outras doenças ou situações do dia-a-dia.
No início, as principais características apresentadas são:

• Cansaço.
• Fraqueza
• Cãibras musculares.
• Maior sensibilidade ao frio.
• Lentidão.
• Pele seca.
• Dor de cabeça.
• Sangramento menstrual excessivo.
• Unhas fracas.
• Cabelos finos e ralos.
• Palidez cutânea.
• Reflexos tendinosos anormais (detectados por seu médico)
Com a evolução do quadro, ocorre:


• Fala mais arrastada.
• Ausência de suor.
• Ganho de peso.
• Constipação intestinal.
• Inchaço.
• Rouquidão.
• Redução da sensibilidade a odores e ao tato.
• Queimação gástrica.
• Dores musculares.
• Falta de ar.
• Angina.
• Perda de audição.
Se você apresenta alguns desses sintomas, procure um médico!

Você já se tocou hoje?



A autopalpação é muito difícil de fazer, mas a pessoa pode colocar-se na frente do espelho, levantar a cabeça e engolir olhando para a base do pescoço para ver se existe algum nódulo ou simetria anormal



O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso a apalpação da glândula é de fundamental importância
 .
 Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.

Como conviver com uma borboleta ?



Tenho visto muitas reportagens sobre a saúde no Brasil e como as pessoas necessitadas a procuram sem muito êxito. Isso me deixa intrigada e muito tem incomodado nas minhas noites insones. Por que não contar as minhas dificuldades e os obstáculos que tenho encontrado visto que as minhas experiências, os meus fracassos, a minha busca pelo elixir da saúde poderão ajudar algumas pessoas que como eu por um revés da sorte não dispõe de um plano de saúde.

          A minha odisseia começou há vários anos atrás e vou tentar narrar fatos vividos no ontem intercalados com os fatos vividos agora. Só que os portadores desse mal que assola a humanidade precisam de cuidados médicos, tratamentos ,hospitais mas é primordial o apoio de uma família. Sem o amor , o carinho e a compreensão e principalmente a companhia de uma pessoa amada, a doença fica mais complicada.

        Quando descobri um nódulo no pescoço, há 10 anos atrás eu tinha um suporte familiar muito forte: a minha mãe.Com ela e por ela caminhando de mãos dadas comigo enfrentei as dificuldades como se fossem pedrinhas no meu caminho. Contava com o apoio de Alberto Vieira, do meu irmão, de Cosete e vários amigos sempre com o meu filho ao lado. Hoje, quase todos eles se foram... Restou o meu filho e Cosete inválida em uma cadeira de roda.

          Hoje estou praticamente só...e nas minhas noites de angústia e inquietudes eu não tenho mais quem segure a minha mão ou sente ao meu lado como uma presença amiga confortante e restauradora .Quem tem um familiar com uma doença como essa precisa abdicar do seu tempo e acompanhar o seu parente as consultas médicas, aos exames clínicos invasivos e alguns procedimentos cirúrgicos. Muitas vezes, recebemos as informações e demoramos em captar o enunciado. Esta minha caminhada está sendo solitária e muito difícil.

          Encontrar alguns amigos foi decisivo: a depressão me abateu e eu decidi ficar esperando a morte chegar. Foi preciso uma amiga telefonar para mim e me dá uma sacudida: Lúcia dos Anjos foi de uma generosidade e de um carinho infinitos e com Mariel que buscou nos contatos um médico para me ajudar E Nailce que foi me buscar em Maceió, me levou para sua casa e me tratou com uma bondade infinita. O que seria de mim se não fossem os amigos? O meu filho e sua família abriu as portas da sua casa para mim, mas ninguém pode viver as nossas vidas.

        Todavia nossas dores, angústias, tristezas e dificuldades podem ser compartilhadas e servirem de norteadores a algumas pessoas que também estão vivenciando o mesmo problema.

         Não estou com pena de mim... não estou querendo angariar simpatia...Quero apenas narrar os meus erros e acertos e a maneira como somos tratados por alguns profissionais de saúde. “Certa secretária disse-me:” os médicos são pessoas frias e insensíveis “ e isso ficou me martelando a cabeça. Não é isso que eu quero para mim... Eu sou gente, com sentimentos a flor da pele e minhas carências. Quero um médico que me ouça, que disponha de um pouquinho do seu tempo e ouça os meus queixumes e diga que nós vamos caminhar juntos em busca da cura.

Estou pedindo muito?